Porquê o Martim Moniz?
Olhando Lisboa e entre tantas das suas áreas «inspiradoras», escolhemos a «zona» do Martim Moniz para uma intervenção de animação sociocultural – ou, dizendo melhor, uma intervenção cultural.
Porquê? Primeiro porque nos pareceu ser a zona de Lisboa mais rica na mistura de territórios culturais, entendidos estes como territórios de acolhimento, residência, trabalho, comércio e troca de bens, produtos e serviços de cidadãos estrangeiros, mantendo estes as suas práticas quotidianas tradicionais. Com que regras? Com que dinâmicas? Como partilham entre si os diferentes territórios culturais o mesmo território geográfico?
Depois por ser uma zona de difícil intervenção devido à forte marginalidade que o Martim Moniz (também) acolhe. Mas sempre foi assim? Quando, como e porquê se transformou o Martim Moniz numa área de marginalidade? E quem são os marginais? E será mesmo uma área de causas perdidas? Deve uma autarquia considerar alguma das suas áreas de intervenção como uma área perdida? Perdida em relação a quê? Perdida para quem?
Enfim, que problemáticas, que potencialidades encerra o Martim Moniz?
Há quem escreva que o Centro Comercial da Mouraria, no Martim Moniz, é o lugar mais multicultural da cidade de Lisboa... mas será que ainda é? Está a parecer-nos que não… Talvez, por isso, seja altura de a Câmara Municipal de Lisboa olhar para esta realidade, que aparentemente tem ignorado, e potenciar, antes que seja tarde, as raízes que por aí, naturalmente, se foram desenvolvendo, vindas de outras paragens…
Portanto, ao escolhermos o Martim Moniz, escolhemos as suas potencialidades únicas, as suas riquezas e as suas misérias, as suas verdades, boas e más.
É essa riqueza que, do nosso ponto de vista, Lisboa deve acarinhar, mostrar e potenciar, de modo a que, sem artificialismos nem higienizações, se valorize um território urbano com forte história e carga simbólica para a cidade de Lisboa, aos pés do Castelo de São Jorge, terreiro extraordinário para o encontro das culturas do mundo.
Posicionamento dos Grupos de Trabalho
Cada grupo de trabalho deve posicionar-se de acordo com o objectivo do trabalho e partindo do pressuposto que, trabalhando no Município de Lisboa, lhe teria sido encomendado um estudo de animação cultural para implementação no Martim Moniz e zonas adjacentes.
Este exercício pode facilmente configurar uma situação real, pelo que os discentes devem ter esse facto presente na elaboração do trabalho sem, no entanto, esquecer a componente mais académica do mesmo.
Exercicio
1. Objectivo proposto pela Câmara Municipal de Lisboa
Apresentação de uma proposta de intervenção cultural para a área territorial do Martim Moniz, respeitadora e integradora das comunidades e territórios culturais e sociais que aí se identifiquem, capaz de contribuir para a sua qualificação sociocultural.
2.Metodologia de enquadramento para a apresentação e desenvolvimento da proposta
Identifique a zona territorial - geográfica para a sua acção / intervenção;
Identifique os principais objectivos a alcançar a curto, médio e longo prazo com a sua proposta de intervenção, após a análise quantitativa e qualitativa do território seleccionado;
Identifique a metodologia de trabalho escolhida e de acordo com os objectivos anteriormente apresentados;
Identifique a composição das equipas de trabalho que considere necessárias para a prossecução dos seus objectivos;
Identifique algumas actividades de cariz cultural capazes de contribuírem para a prossecução dos seus objectivos, esclarecendo claramente o «como é que esses projectos contribuem para a prossecução dos objectivos de curto, de médio e de longo prazo».
3.Número de páginas
O trabalho deverá ter um máximo de 25 páginas, feito por grupos de um mínimo de duas pessoas e um máximo de quatro pessoas.
4.Prazo de entrega
O prazo de entrega será definido na aula e posteriormente divulgado.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário