Ainda não definimos o que entendemos por Animação Sociocultural, isto é, qual dos múltiplos conceitos existentes é aquele com que mais nos identificamos. E não é agora que o vamos fazer. O que nos importa, para já, é irmos compreendendo o possível conceito e as suas múltiplas perspectivas operacionais, enriquecedoras do conceito propriamente dito.
Assim, vamos entender a animação sociocultural como um processo para a construção de uma cultura de intervenção (local) e como processo para uma sistematização ou consciencialização e interpretação de conceitos como Liberdade, Cultura, Pertença Global. O que desejamos, enfim, é o encontro, através da animação sociocultural, de uma «vontade comum», com uma História sistematizada, que dê «sentido» aos processos de desenvolvimento local. Ou seja, que se mobilize uma consciência e uma cultura histórica.
Contribuir, como dizia Saint-Exupéry, para a criação de uma «rede de laços que nos transforma».
Ora é a propósito do entendimento da animação sociocultural como um processo para a consciencialização e para o encontro histórico que se trabalham, por exemplo, as memórias. A memória entra na coordenação das intervenções para a qualificação da vida das pessoas – o que fomos, o que somos, o que seremos. Trabalhar com a memória das pessoas e dos colectivos de pessoas ajuda a função da animação sociocultural no sentido de transformar pessoas e colectivos em agentes e protagonistas do seu próprio desenvolvimento.
Uma das técnicas possível para estimular o processo de reconstrução das memórias é a técnica da fotografia. A fotografia, e as memórias associadas, geram ou podem gerar um processo de participação, criam espaço para a comunicação dos grupos e das pessoas.
Neste pressuposto, os alunos foram desafiados a pegar num documento de identificação – com fotografia – e escrever um trabalho sobre as memórias associadas a essa fotografia.
Recomenda-se a leitura de:
«A Câmara Clara», Roland Barthes, 2006, Edições 70
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
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