Do conceito de Animação Sociocultural ao conceito de Dinamização Sociocultural: o contexto dos projectos
Seguindo o manual de estudo recomendado, o conceito de animação sociocultural datado dos anos 60 do século passado, remete para a ideia de que animar parte do zero, enquanto a dinamização pressupõe acelerar ou activar qualquer coisa que já existe ou que é incipiente.
Assim, a dinamização cultural contribui para a promoção do desenvolvimento cultural assente em políticas culturais integradoras de políticas de democracia cultural e politicas de democratização cultural.
A dinamização cultural parte de qualquer coisa que já existe, ou seja, parte de um determinado contexto.
Há uma relação directa entre a dinamização cultural e o contexto.
Pelo que qualquer projecto que se desenhe no âmbito de políticas de dinamização cultural estará dentro de um contexto determinado!
Qualquer metodologia de trabalho para desenho e implementação de projectos de dinamização cultural não pode esquecer as bases contextuais do projecto.
O que é então o contexto? «O contexto é o conjunto de circunstâncias em que vamos inserir uma actuação e que explica muitas das opções que vamos propor».
Nas bases contextuais do projecto tentamos a) estabelecer fortes conexões entre o projecto e o ambiente que o rodeia e b) demonstrar que o projecto corresponde a uma realidade do seu contexto, de modo que fique claro para cada projecto o fundamento e respectiva argumentação sobre a necessidade do projecto (daquele projecto) e a sua função (única e específica) na complexidade (daquele) contexto. Portanto há uma dialéctica entre o «projecto» e o «contexto» influenciando-se mutuamente.
Ou seja, o projecto de dinamização cultural nasce como uma emergência ou um resultado da realidade do contexto; por outro lado o projecto é uma resposta a diferentes situações do contexto. Isto é, o contexto, enquanto realidade, engloba diferentes situações; o projecto nasce dessa realidade, por causa dela, e ao mesmo tempo, e por isso mesmo, deve dar resposta, solução, às diferentes situações que encontra no contexto e que justifica (essa resposta) a sua função social e/ou cultural.
Esta é a única forma de evitar a concepção de projectos “descontextualizados” que não encontram um bom acolhimento no meio que os rodeia.
Aspectos a ter em conta para fazer o estudo das bases contextuais de um projecto:
Finalidades sociais – os valores dominantes e estudos de opinião que fundamentam o projecto, normas jurídicas e declarações que relacionadas com o projecto permitem demonstrar a sua relação com a finalidade social; aspectos antropológicos, históricos, sociológicos que justificam o conteúdo do projecto.
Dinâmica territorial – características do ambiente territorial – bairro, cidade, região; relações entre o território e as finalidades do projecto.
Dinâmica sectorial – descrição geral do âmbito de intervenção do projecto (infância, juventude, terceira idade…).
Politicas sociais e educativas – eventualmente relacionadas com os conteúdos e com os objectivos do projecto; políticas dos diferentes agentes e modelos predominantes; orientações gerais das políticas relacionadas com os conteúdos dos projectos.
Necessidades e pedidos problemáticos – estudo das necessidades sociais a que o projecto pretende dar resposta; diagnóstico sobre a problemática para intervir; tipos e níveis de procura social em que o projecto se baseia
Recolhidas as informações possíveis, fazer:
a)Diagnóstico
b)Levantar um conjunto de hipóteses de intervenção / fundamentarão ou podem fundamentar o desenho, aconselhável, de um pré-projecto.
c)Levantar ideias para a concepção do projecto.
Seguindo o manual de estudo recomendado, o conceito de animação sociocultural datado dos anos 60 do século passado, remete para a ideia de que animar parte do zero, enquanto a dinamização pressupõe acelerar ou activar qualquer coisa que já existe ou que é incipiente.
Assim, a dinamização cultural contribui para a promoção do desenvolvimento cultural assente em políticas culturais integradoras de políticas de democracia cultural e politicas de democratização cultural.
A dinamização cultural parte de qualquer coisa que já existe, ou seja, parte de um determinado contexto.
Há uma relação directa entre a dinamização cultural e o contexto.
Pelo que qualquer projecto que se desenhe no âmbito de políticas de dinamização cultural estará dentro de um contexto determinado!
Qualquer metodologia de trabalho para desenho e implementação de projectos de dinamização cultural não pode esquecer as bases contextuais do projecto.
O que é então o contexto? «O contexto é o conjunto de circunstâncias em que vamos inserir uma actuação e que explica muitas das opções que vamos propor».
Nas bases contextuais do projecto tentamos a) estabelecer fortes conexões entre o projecto e o ambiente que o rodeia e b) demonstrar que o projecto corresponde a uma realidade do seu contexto, de modo que fique claro para cada projecto o fundamento e respectiva argumentação sobre a necessidade do projecto (daquele projecto) e a sua função (única e específica) na complexidade (daquele) contexto. Portanto há uma dialéctica entre o «projecto» e o «contexto» influenciando-se mutuamente.
Ou seja, o projecto de dinamização cultural nasce como uma emergência ou um resultado da realidade do contexto; por outro lado o projecto é uma resposta a diferentes situações do contexto. Isto é, o contexto, enquanto realidade, engloba diferentes situações; o projecto nasce dessa realidade, por causa dela, e ao mesmo tempo, e por isso mesmo, deve dar resposta, solução, às diferentes situações que encontra no contexto e que justifica (essa resposta) a sua função social e/ou cultural.
Esta é a única forma de evitar a concepção de projectos “descontextualizados” que não encontram um bom acolhimento no meio que os rodeia.
Aspectos a ter em conta para fazer o estudo das bases contextuais de um projecto:
Finalidades sociais – os valores dominantes e estudos de opinião que fundamentam o projecto, normas jurídicas e declarações que relacionadas com o projecto permitem demonstrar a sua relação com a finalidade social; aspectos antropológicos, históricos, sociológicos que justificam o conteúdo do projecto.
Dinâmica territorial – características do ambiente territorial – bairro, cidade, região; relações entre o território e as finalidades do projecto.
Dinâmica sectorial – descrição geral do âmbito de intervenção do projecto (infância, juventude, terceira idade…).
Politicas sociais e educativas – eventualmente relacionadas com os conteúdos e com os objectivos do projecto; políticas dos diferentes agentes e modelos predominantes; orientações gerais das políticas relacionadas com os conteúdos dos projectos.
Necessidades e pedidos problemáticos – estudo das necessidades sociais a que o projecto pretende dar resposta; diagnóstico sobre a problemática para intervir; tipos e níveis de procura social em que o projecto se baseia
Recolhidas as informações possíveis, fazer:
a)Diagnóstico
b)Levantar um conjunto de hipóteses de intervenção / fundamentarão ou podem fundamentar o desenho, aconselhável, de um pré-projecto.
c)Levantar ideias para a concepção do projecto.

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